Polícia investiga origem de mais de R$ 2 milhões apreendidos em condomínio no Amapá
21/09/2026
(Foto: Reprodução) Polícia apura origem dos mais de R$ 2 milhões apreendidos em condomínio no Amapá
A Polícia Civil investiga a origem de mais de R$ 2 milhões apreendidos em um condomínio no bairro do Marabaixo, Zona Oeste de Macapá, na sexta-feira (18). Segundo a corporação, o dinheiro poderia ser usado para financiar campanha eleitoral no Amapá. No local, foram encontradas anotações que reforçam a suspeita.
Na operação, Caio César Santos Pereira e Luis Felipe Amorim Ferreira foram presos em flagrante e tiveram a prisão convertida em preventiva. A polícia também bloqueou R$ 3 milhões e apreendeu dois veículos.
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O g1 tentou localizar a defesa dos suspeitos, mas até a última a atualização desta matéria não teve retorno.
Os investigadores acreditam que o dinheiro seria fracionado e distribuído. Essa é considerada a maior apreensão de dinheiro realizada no Estado.
“Monitoramos desde maio do ano passado, mas intensificamos no período eleitoral. Há indícios de que o dinheiro seria usado para fins eleitorais. Anotações apreendidas apontam nessa direção. Agora aguardamos a análise dos dispositivos eletrônicos para confirmar”, disse o delegado Estefano Santos.
A investigação segue para descobrir a origem do dinheiro, o destino e quem mais estaria envolvido no esquema.
Investigação apreendeu mais de R$ 2 milhões em dinheiro vivo em condomínio da Zona Oeste, em Macapá
Maria Clara Prudêncio/g1
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Entenda a operação
A operação, chamada Testa de Ferro, apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa do Rio de Janeiro com atuação no Amapá.
A investigação começou em maio do ano passado. Em outra operação, a polícia identificou empresas que recebiam dinheiro do tráfico de drogas.
Desde então, as empresas passaram a ser monitoradas. Nos últimos dias, uma delas fez saques altos em agências de Macapá, o que levantou suspeita.
“São pessoas com experiência em movimentar dinheiro vivo. A maioria dos saques era feita fora do estado, em Santarém”, disse o delegado Santos.
Os R$ 2 milhões vieram de Santarém (PA) em embarcações. O dinheiro estava escondido em caixas com capas de chuva.
As caixas eram identificadas como peças de motocicletas para não levantar suspeita. A empresa fantasma usada no esquema estava registrada como loja de motos aquáticas.
A sede da empresa estava registrada em uma casa abandonada em Macapá.
A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) vai aprofundar a investigação para identificar a origem do esquema e todos os envolvidos.